Fundação de Ação Social de Curitiba

Skip Navigation Links

FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias

  • FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 01
  • FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 02
  • FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 03
  • FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 04
  • FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 05
  • FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 06
  • FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 07
  • FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 08
  • FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 09
  • FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 10
  • FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 11
Publicado em 21/03/2020 Imagem: Ricardo Marajó/FAS imagem conteudo

FAS garante a volta de 65 índios para suas aldeias 01

A Fundação de Ação Social (FAS) garantiu o retorno de 65 índios para suas aldeias, nesta sexta-feira (20/3). O grupo estava abrigado na Casa de Passagem Indígina (Capai) - unidade mantida pelo município para atender essa população -, mas deixou a capital com medo da propagação do coronavírus. 

O embarque dos índios atendeu a pedidos dos caciques das aldeias Rio das Cobras, localizada no município de Nova Laranjeiras, e Ivaí, em Manoel Ribas, que ficam nas regiões centro-sul e centro-norte do Estado, respectivamente.

Formado por 48 adultos e 17 crianças e adolescentes, o grupo embarcou na Rodoferroviária em dois horários, às 18h e 22h. Todo o atendimento, desde a triagem, emissão de bilhetes e embarque, foi feito pela equipe da Casa da Acolhida e do Regresso (CAR), serviço da FAS que funciona no terminal.

Madalena Rufino, 75 anos, estava feliz por voltar para casa, na aldeia Rio das Cobras, que abriga aproximadamente 3.000 índios das etnias Kaingang e Guarani.

A idosa, que faz parte do grupo mais suscetível de contrair o vírus,  ficou em Curitiba durante seis dias, junto com duas filhas, três sobrinhas e netos para vender artesanato. Ela disse que a ordem de retorno foi feita pelo cacique Angelo Rufino, que é seu sobrinho.

A filha de dona Madalena, Sebastiana Fernandes, 22 anos, contou que todos estão com medo da pandemia de coronavírus. “Lá na aldeia é mais seguro porque a gente não sai e quase não tem contato com pessoas de fora”, explicou.    

Roseli Fernandes, 27 anos, embarcou sorridente rumo a Nova Laranjeiras. Essa contou que essa foi a primeira vez que veio a Curitiba, onde estava há duas semanas para vender também artesanato. 

Casa da Acolhida

Inaugurada há 26 anos pela primeira-dama e então presidente do FAS, Margarita Sansone, a CAR atende pessoas que estão em trânsito ou em situação de rua e querem voltar para seus municípios de origem.

O serviço banca a passagem rodoviária de quem comprovadamente não pode pagar por ela e que tenha alguma pessoa de referência que possa apoiá-la na cidade para onde pretende viajar.

Mais de 800 pessoas circulam pelo local mensalmente. Nos últimos três anos, a CAR concedeu 10.035 passagens para o interior do Paraná e todo o país. O custo do serviço chegou a R$ 1,2 milhão.

 

Fundação de Ação Social

Rua Eduardo Sprada, 4520|3350-3500|CEP 81270010|Curitiba - PR|Todos os direitos reservados|Política de Privacidade

Desenvolvido por ICI - Instituto das Cidades Inteligentes