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Prefeitura começa cadastramento de venezuelanos

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Publicado em 08/10/2018 Imagem: Ricardo Marajó/FAS imagem conteudo

Prefeitura começa cadastramento de venezuelanos 01

A Prefeitura de Curitiba começou neste sábado (6/10) o cadastramento dos venezuelanos que chegaram à cidade no dia 25 de setembro. Pelo menos 60 de 93 imigrantes foram atendidos no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Novo Mundo, unidade da Fundação de Ação Social (FAS) de referência para o grupo que está abrigado na Casa da Acolhida Dom Oscar Romero, da igreja católica, no bairro Fanny.

Neste momento, segundo a supervisora da FAS na Regional Pinheirinho, Maria Inês Gusso Rosa, o trabalho da assistência social se concentrará na inclusão dos imigrantes no Cadastro Único, sistema do governo federal para acesso a serviços e concessão de benefícios assistenciais. “Esse é o primeiro passo para a emancipação de todo cidadão”, disse.

Como todos ainda não têm renda em função do desemprego, eles terão direito inicialmente ao Bolsa Família. O valor inicial do benefício é de R$ 89,00 por pessoa, mas o valor pode variar de acordo com o número e idade das pessoas em uma família. Como estão vivendo em uma moradia coletiva, os imigrantes não terão isenção das tarifas de água e energia elétrica.

Para fazer o atendimento, a FAS abriu as portas do Cras excepcionalmente neste sábado. Mas desde a chegada do grupo à cidade, a equipe da Fundação está em contato com os coordenadores do abrigo para orientar sobre os demais serviços ofertados pelo município, como acesso à escola e ao cartão transporte. Como muitos chegaram debilitados, a Saúde também está fazendo atendimentos. A intermediação de mão de obra está sob a responsabilidade da Agência do Trabalhador, do Governo do Estado.

Foco é o trabalho

Ivette Karina Salas Depaglos, 43 anos, foi atendida no Cras e disse que o valor que poderá receber do Bolsa Família será importante neste momento. “Temos tudo no abrigo, comida e cama, mas como estamos desempregados, falta dinheiro para comprar algumas coisas”, disse. Ex-professora de espanhol, Ivette deixou a Venezuela para acompanhar o filho de 22 anos, tenente da aeronáutica que precisou abandonar o país por questões políticas. Antes de chegar a Curitiba, Invette ficou quatro meses em Roraima onde trabalhou em um salão de beleza, serviço que gostaria de manter também em Curitiba.

O barbeiro Willdem Esparragoza, 22 anos, é só elogios para a acolhida que recebeu na capital. “Aqui todos são muito amáveis e estamos recebendo toda a atenção de acolhida, saúde, trabalho. Não falta nada”, disse. Depois de passar um mês em Roraima, onde morou na rua durante duas semanas e se alimentava com o encontrava no lixo, Esparragoza quer ter um emprego e  trazer a mãe e a mulher que ficaram na Venezuela.

O psicólogo Jesus Pinto, 29 anos, chegou a Curitiba há oito dias para se integrar ao grupo, depois de morar dois anos em Boa Vista, Roraima, junto com a mulher e duas filhas, uma de 3 anos e outra de 10 meses, nascida no Brasil. Ex-funcionário público, ele contou que trabalhava vendendo espetinho nas ruas para se manter e há cinco meses buscava informações sobre Curitiba, como o da educação, transporte, temperatura. “Eu já gostava do Brasil, conheci alguns brasileiros, mas quando eu cheguei ao aeroporto, aqui em Curitiba, eu já tive a impressão que é aqui que eu vou ficar. Curitiba parece outro país”, garantiu.  

Jesus iniciou o processo de naturalização para viver no Brasil e está à procura de emprego. “Neste momento vou trabalhar em qualquer oportunidade, até conseguir ter dinheiro”, disse.

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